Páginas

Pó da Terra

Que levanta atrás de...
Nosso caminho pontilhado de estrelas...
a vida que passa bem depressa,
e depressa TUDO passa ...
Nossa memória é pequena mas as lembranças são eternas ...
Sinto o passado,absorvo o presente,
espero merecer o futuro...



Tarte Tatin ou torta de maçã !

A minha amiga da cerâmica a Fran
pediu receitinhas no meu blog, adoro comer bem,

mas não sou de cozinhar !
colocar uma receita aqui, tinha que ser especial.

Eu ADORO torta de maçã,
mas tem que ser a original francesa "tarte tatin"

Tarte Tatin

"Duas irmãs, cujo sobrenome era Tatin, eram proprietárias de um hotel-restaurante em Lamotte-Beuvron, na França. A intenção das duas era preparar uma simples torta de maçãs.
Por um descuido,dizem as más línguas que uma delas estava de olho num cliente para lá de bonitão, ela colocou a torta ao contrário – com o lado das maçãs para baixo na forma e a massa para cima. Colocadas nesta posição, passaram um pouco do ponto ficando um pouquinho mais queimadas que o normal. O resultado foi uma torta “às avessas”, caramelizada e suavemente crocante. Em Paris, a Tarte Tatin foi servida pela primeira vez no Maxim’s, onde acabou se tornando uma especialidade da casa."
Ingredientes:
250g de farinha de trigo ; 225g de manteiga; 1 ovo ; 1/3 de copo d'água
10g de sal e 100g de açúcar
10 maçãs verdes descascadas e cortadas em meia-lua.


Preparo: Comece preparando a massa, dispondo a farinha em coroa sobre uma pia.
(eu uso mesmo massa podre pronta da Arosa, segredo ! )
No meio coloque o ovo, sal e a manteiga. Misture com as mãos e vá aos poucos despejando a água. Com as palmas das mãos vá misturando até formar uma massa homogênea.

Abra a massa com um rolo formando um disco com o diâmetro da forma a ser usada. Unte o fundo da forma com manteiga e pulverize com 50g de açúcar. Disponha por cima as maçãs em camadas com o restante do açúcar e finalmente os 25g de manteiga, em pedacinhos.

Coloque em fogo brando por 15 minutos, aproximadamente, ou até perceber, pelas laterais, que o açúcar tomou cor de caramelo. Tampe a forma com o disco de massa, cobrindo todas as maçãs. Leve ao forno médio por 20 minutos, ou até que a massa fique levemente dourada.
Coloque um prato sobre a forma e vire a torta com cuidado certificando-se que nada ficou colado no fundo. Sirva morna, de preferência.





Agora quer minha sugestão mesmo :
sirva com um vinho branco de sobremesa de Sauterne,
para ajoelhar e rezar !!!










uma histórinha !

Quero postar esta história para minhas novas amigas Beth e Yeda Arouche

Em 2001 em viagem para a Índia, embarcamos num total de 13 pessoas
para passar o carnaval viajando pela Índia e Nepal,comprei uma bolsa preta de couro com 2 divisões que achei seria ideal para separar passagem/passaporte dos outros itens de viagem.


Já no embarque comecei a xingar a bolsa, pois nunca acertava a divisão do dinheiro ,
ou do passaporte ou não achava o que eu queria no momento.


No 5° dia de viagem , estávamos na cidadezinha de Puttaparthi do Ashram de Sai Baba,
quando numa das "lojinhas de coisas inúteis que não vou usar nunca" fiquei encantada
por um objeto que nem sabia para o que servia, custava mais ou menos US$ 18,00.


Não era nada que eu precisava (aliás ninguém precisava de nada daquela loja) e nem me lembro se alguém comprou alguma coisa lá, mas estávamos eu a Vera e a Janice
perguntando e perguntando o preço de cada objeto que estava exposto ( que caroço!).


Depois de um bom tempo perguntando preços , a vendedora me fez a seguinte proposta:

se eu não queria trocar minha bolsa de couro "da qual ela gostou muito" por um
dos objetos que eu tinha gostado mas não estava muito entusiasmada em levar.


Aquela bolsa, que eu estava odiando , que eu queria jogar fora era o objeto de desejo
daquela mocinha tibetana exilada na Índia;
na hora pedi para a mocinha um saco plástico
para colocar as minhas coisas e na mesma hora entreguei a bolsa para ela,
que estava simplesmente pasma !

ela abraçou a bolsa no peito e me falou :
" eu estou muito feliz, você também ficou feliz ?"


Eu fiquei "tão"feliz quanto ela, não só pelo fato de que me livrei da bolsa no momento

oportuno, como também fiquei feliz por ela ter apreciado tanto a nossa troca,
foi tudo tão singelo, tão simples ...


Depois até o final da viagem , todos do grupo em algum momento lembrava que estava
feliz por causa de alguma coisa e lembrávamos do ocorrido.

eu de mochila velha



Lá estou eu embarcando com minha mochila velha , feliz da vida por achar minhas coisas na hora que queria , e muito feliz pela mocinha da bolsa.

Moral da história: nem sempre grandes atitudes fazem outras pessoas felizes,
às vezes ( e muitas vezes) pequenos gestos , pequenos carinhos são mais apreciados pela outra pessoa, que nos deixam também muito felizes.

Não deixem de ver as pinturas da Yeda Arouche !