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Pó da Terra

Que levanta atrás de...
Nosso caminho pontilhado de estrelas...
a vida que passa bem depressa,
e depressa TUDO passa ...
Nossa memória é pequena mas as lembranças são eternas ...
Sinto o passado,absorvo o presente,
espero merecer o futuro...



uma histórinha !

Quero postar esta história para minhas novas amigas Beth e Yeda Arouche

Em 2001 em viagem para a Índia, embarcamos num total de 13 pessoas
para passar o carnaval viajando pela Índia e Nepal,comprei uma bolsa preta de couro com 2 divisões que achei seria ideal para separar passagem/passaporte dos outros itens de viagem.


Já no embarque comecei a xingar a bolsa, pois nunca acertava a divisão do dinheiro ,
ou do passaporte ou não achava o que eu queria no momento.


No 5° dia de viagem , estávamos na cidadezinha de Puttaparthi do Ashram de Sai Baba,
quando numa das "lojinhas de coisas inúteis que não vou usar nunca" fiquei encantada
por um objeto que nem sabia para o que servia, custava mais ou menos US$ 18,00.


Não era nada que eu precisava (aliás ninguém precisava de nada daquela loja) e nem me lembro se alguém comprou alguma coisa lá, mas estávamos eu a Vera e a Janice
perguntando e perguntando o preço de cada objeto que estava exposto ( que caroço!).


Depois de um bom tempo perguntando preços , a vendedora me fez a seguinte proposta:

se eu não queria trocar minha bolsa de couro "da qual ela gostou muito" por um
dos objetos que eu tinha gostado mas não estava muito entusiasmada em levar.


Aquela bolsa, que eu estava odiando , que eu queria jogar fora era o objeto de desejo
daquela mocinha tibetana exilada na Índia;
na hora pedi para a mocinha um saco plástico
para colocar as minhas coisas e na mesma hora entreguei a bolsa para ela,
que estava simplesmente pasma !

ela abraçou a bolsa no peito e me falou :
" eu estou muito feliz, você também ficou feliz ?"


Eu fiquei "tão"feliz quanto ela, não só pelo fato de que me livrei da bolsa no momento

oportuno, como também fiquei feliz por ela ter apreciado tanto a nossa troca,
foi tudo tão singelo, tão simples ...


Depois até o final da viagem , todos do grupo em algum momento lembrava que estava
feliz por causa de alguma coisa e lembrávamos do ocorrido.

eu de mochila velha



Lá estou eu embarcando com minha mochila velha , feliz da vida por achar minhas coisas na hora que queria , e muito feliz pela mocinha da bolsa.

Moral da história: nem sempre grandes atitudes fazem outras pessoas felizes,
às vezes ( e muitas vezes) pequenos gestos , pequenos carinhos são mais apreciados pela outra pessoa, que nos deixam também muito felizes.

Não deixem de ver as pinturas da Yeda Arouche !

2 comentários:

  1. Caríssima! Mais uma vez, meu muito obrigada! Adorei o texto sobre o qual me deliciei, imaginando todas as cenas e todo ö hilário desconforto provocado por uma bolsa "pouco amigável.

    Mas, o "moral da história" me fez refletir no quanto perdemos de sorrisos e momentos de felicidade nesse mundo de individualismo selvagem contemporâneo.

    Também acredito que seja assim como vc colocou que a vida seria mais luminosa.

    Somos como um pequeno beija-flor que leva água em seu bico, para jogar do alto e combater o incêndio da floresta... (conhece a história?). É isso mesmo, uma pequena atenção pode salvar um dia inteiro, pode colorir os cinzas, pode acarinhar o próximo. Pessoas de bom coração como vc sabem disso.

    Um grande abraço e um beijo feliz por sua amizade!

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  2. Querida Beth, ao ler essa historinha, parecia que estava lendo um texto de humor do grupo do qual minha irmã mais nova faz parte (somos três irmãs e eu sou o "recheio do sanduíche"..rsss).
    O professor é o Marcio Paschoal e as histórias criadas pelo grupo são muito hilárias. A sua história, apesar de verdadeira, se encaixaria certinho nesse grupo.

    Mas o moral da história é esse mesmo: na maioria das vezes, são os momentos mais simples e corriqueiros que tornam nossa vida especial! Nem sempre os momentos "grandiosos" são realmente os melhores!
    Tento sempre fazer das pequenas coisas do dia-a-dia as melhores de minha vida. Assim, a rotina fica menos dura e mais criativa!
    Amei sua história e agradeço de coração por colocarmeu nome junto ao da amiga Yeda!!!

    bjks com imenso carinho,
    Beth

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